
Javier Milei, um economista autodenominado libertário e anarcocapitalista, assumiu a presidência da Argentina há um ano com a promessa de revitalizar a economia e reduzir o tamanho do Estado. Apesar de enfrentar a pior recessão da América Latina, uma queda acentuada no consumo e um aumento significativo da pobreza, Milei mantém uma popularidade em torno de 50%, similar à sua votação no segundo turno. Vamos entender como os primeiros doze meses de seu governo e como ele está impactando a economia argentina.
Garanta Já Seu Ourocard Sem Anuidade!
Aproveite a segurança e facilidade de um cartão de crédito que você pode usar no Brasil e no exterior, sem precisar ser correntista e sem pagar anuidade. Não perca essa chance!
Benefícios:
- Sem anuidade
- Não precisa ser correntista
- Uso no Brasil e no exterior
- Promoções e descontos exclusivos

Um “Outsider” na Política Argentina
Milei entrou na corrida presidencial como um outsider político, com apenas dois anos de experiência como deputado. Seu partido, A Liberdade Avança, criado para impulsionar sua candidatura ao Congresso, não tinha representatividade nacional e só foi oficialmente reconhecido em setembro de 2024, já com Milei na presidência. Ele é o primeiro presidente a chegar à Casa Rosada sem uma estrutura partidária estabelecida, rompendo com a tradição política argentina dominada pelo peronismo e antiperonismo.
Governando em Minoria
A falta de uma base política sólida apresentou obstáculos significativos no início do governo de Milei. Sua coalizão não possuía nenhum governo regional e detinha apenas 10% do Senado e 15% da Câmara. No entanto, ele conseguiu aprovar algumas de suas principais propostas, muitas vezes por meio de decretos de urgência e vetos a leis, o que gerou críticas de que estaria governando de maneira autoritária.
Estilo Controvertido e Relações Exteriores
O estilo de Javier Milei é marcado por uma tentativa clara de se afastar da imagem de político tradicional. Além da estética, ele adota um tom agressivo contra adversários políticos e líderes da esquerda. Um exemplo notável é sua relação conturbada com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a campanha eleitoral argentina, Lula declarou apoio ao adversário de Milei, Sergio Massa, o que resultou na ausência de Lula na posse de Milei – evento que contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. As trocas de farpas entre Milei e Lula se tornaram frequentes, com Milei chamando Lula de corrupto e comunista, ao que Lula respondeu acusando Milei de falar “muita bobagem”.
No G20, a postura de Milei em relação à política externa tornou-se um ponto de discórdia. A Argentina se opôs à menção de taxação de super-ricos no comunicado final, uma das principais bandeiras do Brasil no fórum. Contudo, durante a crise diplomática com a Venezuela, Milei reconheceu a importância dos laços históricos entre Argentina e Brasil, agradecendo ao Brasil por assumir a custódia temporária da embaixada argentina em Caracas.
Internamente, Milei é visto por seus simpatizantes como um líder genuíno que fala o que pensa e promove mudanças. Por outro lado, críticos argumentam que suas ofensas nas redes sociais podem estimular a violência política na Argentina.
Milei ganhou popularidade com um estilo agressivo e antitradicional, frequentemente atacando adversários políticos e líderes de esquerda. Sua relação conturbada com o presidente brasileiro Lula exemplifica seu estilo confrontacional. Durante a campanha eleitoral, Lula apoiou o adversário de Milei, Sergio Massa, o que resultou em tensões e trocas de acusações entre os dois líderes.
Política Externa Desafiadora
A política externa de Milei também tem sido uma fonte de controvérsia. No G20, por exemplo, a Argentina se opôs à menção da taxação de super-ricos no comunicado final, uma das principais bandeiras do Brasil. Apesar das tensões, houve momentos de aproximação, como durante a crise diplomática com a Venezuela, quando o Brasil assumiu temporariamente a custódia da embaixada argentina em Caracas.
Medidas Econômicas de Milei e seus Impactos
Ao assumir o poder, Javier Milei prometeu uma “terapia de choque” para retirar a economia argentina da estagnação, chamando seu pacote de reformas de “o maior ajuste da história da humanidade”. Ele reduziu subsídios estatais para combustíveis e cortou pela metade o número de ministérios e secretarias de governo. Na prática, essas medidas eliminaram um terço dos gastos públicos, permitindo à Argentina deixar de ter déficit fiscal, um dos fatores que contribuíam para a inflação galopante. Milei também conseguiu tirar as reservas do Banco Central do vermelho, ganhando a confiança do mercado financeiro e sendo chamado de “revolucionário do livre mercado” pela revista The Economist.
Prometendo uma “terapia de choque” para tirar a economia da estagnação, Milei implementou um pacote de austeridade que ele chamou de “o maior ajuste da história da humanidade”. Ele reduziu subsídios estatais, cortou ministérios e secretarias, eliminando um terço dos gastos públicos e conseguindo equilibrar o déficit fiscal. Esses esforços devolveram credibilidade à Argentina no mercado financeiro, apesar de terem provocado uma onda de greves.
Apesar dessas medidas, a Argentina ainda enfrenta desafios significativos. A produção de bens e riquezas caiu 3,4% em 2024, configurando a pior recessão da América Latina. A pobreza atingiu seu maior nível em 20 anos, com mais da metade da população vivendo abaixo da linha da pobreza. Entre as crianças, a situação é ainda mais grave: duas em cada três vivem na pobreza, o que levanta preocupações sobre o futuro do país.
Milei afirma que as mudanças econômicas trarão melhorias a longo prazo, e em novembro, ele declarou que a recessão estava chegando ao fim, com o país entrando em uma fase de crescimento. No entanto, a hiperinflação, um dos problemas mais graves da economia argentina, ainda persiste. Embora a inflação mensal tenha desacelerado para 3,5%, é ainda um dos índices mais altos do mundo. Simpatizantes de Milei comemoram essa desaceleração, atribuindo-a ao corte drástico de gastos públicos, enquanto críticos questionam a sustentabilidade dessa queda no longo prazo.
Crescimento Econômico e Pobreza
O FMI e o Banco Mundial preveem que a Argentina será o país da região que mais crescerá em 2025. No entanto, essa previsão ainda não se refletiu na vida da população, que está pagando um alto preço pelo ajuste. Em 2024, a produção de bens e riquezas deve cair 3,4%, configurando a pior recessão da América Latina. A pobreza aumentou para mais da metade da população, com dois terços das crianças vivendo em pobreza, levantando preocupações sobre o futuro do país.
Inflação e Valorização do Peso
A inflação mensal, que quase dobrou no início do mandato de Milei, desacelerou para 3,5% ao mês, o menor índice em quase três anos. Seus apoiadores celebram essa desaceleração, atribuindo o sucesso ao corte de gastos públicos, enquanto críticos questionam a sustentabilidade dessa queda a longo prazo. A valorização inesperada do peso trouxe novos desafios, tornando a Argentina menos atrativa para turistas e aumentando o custo de vida para os locais.
A Trajetória da Moeda Argentina
Durante a campanha, Milei prometeu dolarizar a economia argentina e “dinamitar” o Banco Central. No entanto, após assumir o poder, sua equipe postergou esses planos, focando primeiro em estabilizar o Banco Central. Graças ao pacote de ajuste fiscal, o peso se valorizou. A Bloomberg destacou que Milei conseguiu estabilizar uma moeda que estava em queda livre, mas isso trouxe um problema inesperado: a Argentina, antes atrativa devido ao câmbio favorável, agora está mais cara em dólares, o que aumenta o custo de vida para os locais e afeta negativamente o turismo e a indústria.
Mesmo com a valorização do peso, Milei não desistiu da ideia de acabar com a moeda nacional. Ele afirmou que o país passará por uma “dolarização endógena”, onde o dólar gradualmente substituirá o peso nas transações até o fechamento do Banco Central.
Embora esses planos tenham sido adiados, a valorização do peso devido ao ajuste fiscal estabilizou a moeda. No entanto, produtos argentinos agora estão mais caros em dólares, afetando a indústria e o turismo. Milei ainda não desistiu da dolarização, prevendo uma transição gradual para o dólar nas transações econômicas.
Economia Argentina nas mãos de Milei
O primeiro ano de governo de Javier Milei na Argentina foi marcado por mudanças significativas na política e na economia do país. Enquanto suas medidas de austeridade e reformas econômicas ganharam apoio do mercado financeiro e estabilizaram o peso, elas também resultaram em um aumento da pobreza e desafios sociais. Milei permanece uma figura controversa, elogiada por sua autenticidade e criticada por seu estilo agressivo. O futuro da economia argentina sob seu governo ainda é incerto, e as próximas etapas de suas políticas serão cruciais para determinar seu impacto a longo prazo.
Embora tenha alcançado certos objetivos fiscais e de inflação, os custos sociais e econômicos de suas políticas ainda são motivo de intenso debate. O futuro da Argentina sob seu governo permanece incerto, com desafios significativos pela frente.
Fontes Citadas
Leia também: Entenda Como vai funcionar a Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil
1 comentário
Irmgard Heape · 2 de janeiro de 2025 às 3:38 AM
I’ve been browsing on-line greater than 3 hours nowadays, yet I by no means found any attention-grabbing article like yours. It is lovely price sufficient for me. In my view, if all webmasters and bloggers made good content as you probably did, the web can be much more helpful than ever before.
Os comentários estão fechados.